É preciso saber evitar
Origem
O que é Aids ?
Transmissão

É preciso saber evitar

No início dos anos 80, foram diagnosticados os primeiro casos de Aids nos Estados Unidos, e a seguir em vários outros países, chegando atualmente a mais de 40 milhões de casos em todo o mundo. No Brasil estima-se que na faixa etária de 15 a 49 anos, cerca de 600 mil estejam contaminados. E infelizmente, Ribeirão Preto também apresenta milhares de casos, e atualmente tem a sétima maior incidência do Brasil. Igualmente temos várias cidades da região com elevada incidência, sendo as principais Três Rios, Teresopólis, Friburgo, Rio de Janeiro, Xerém, Magé e outras.
Tivemos várias fases na evolução da epidemia da aids, e atualmente tem sido observadas as seguintes tendências:
Mulheres: um grande crescimento no número de casos no sexo feminino, principalmente entre aquelas que possuem parceiros fixos (grupo que menos usa preservativos no Brasil);
- Faixa etária: grande aumento também entre os adolescentes e na terceira idade. Os adultos jovens ainda representam o grupo mais atingido, mas com menor taxa de crescimento atualmente( onde encontramos a maior incidência do uso de preservativos).
- Interior- cidades de pequeno porte: epidemia em franca expansão em cidades com menos de 50.000 habitantes;
- Pobres : uma incidência cada vez maior entre as classes sociais menos favorecidas;
- Escolaridade: é cada vez maior o proporção de pessoas infectadas com baixa escolaridade.
Porque após tantos anos de epidemia, a aids ainda continua aumentando ? Pelas tendências acima, podemos perceber que para um número grande de excluídos, faltam informações básicas, e para muitos falta atualização, pois ainda continuam associando a aids apenas ao homossexualismo, uso de drogas, prostituição, e à promiscuidade. Não existe grupo de risco, e não é necessário promiscuidade sexual para adquirir aids, e isso fica bem claro com a atual tendência de maior transmissão entre pessoas relacionamentos com relacionamento estável, entre parceiros fixos. É preciso ter consciência das mudanças ocorridas, percepção do próprio risco, e saber que sexo sem camisinha, é comportamento de risco.

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Origem

A identificação de vários pacientes que apresentavam um câncer raro Sarcoma de Kaposi, pneumonia por Pneumocystis carnii(PCP) e comprometimento do sistema imune, levou a conclusão que se tratava de uma nova doença ainda não classificada e que provavelmente seria infecciosa e transmissível.
O centro de controle e prevenção de doenças dos Estados Unidos publicou esta noticia em meados de 1981 sendo fato ocorrido com pacientes das cidades americanas de São Francisco, Los Angeles e Nova Iorque, sendo eles homossexuais masculinos. Logo titulada pela imprensa como "Câncer Gay".
Tal síndrome foi relacionada ao sangue e passa a ser identificada logo em 1982 não apenas em homossexuais masculinos, mas também em heterossexuais masculinos e femininos, usuários de drogas injetáveis, hemofílicos e receptores de sangue, caso ocorrido em 14 países sendo no Brasil um deles com 2 casos na cidade de São Paulo.
Em 1983 pesquisadores liderados pelo Dr. Luc Montaigner do Instituto Pasteur na França identificou o agente etiológico, tratando-se de um retrovírus humano denominado LAV, logo identificado como o causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS).
Paralelamente os Estados Unidos anunciou em 1984 que no Instituto Nacional do Câncer o Dr. Robert Gallo tinha isolado um vírus chamado HTLV-III também causador da AIDS.
Após mais dois anos de pesquisa um comitê internacional concluiu que LAV e o HTLV-III eram o mesmo vírus então chamado de HIV-1, também neste mesmo ano de 1986 identificou-se um segundo agente etiológico, também retrovírus humano, muito relacionado ao HIV-1 então chamado de HIV-2.
Encontra-se uma grande relação entre o HIV-1 e HIV-2 com retrovírus presente em macacos africanos, por este fato supõe-se que o HIV tenha esta origem.

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O que é Aids ?


Aids, sigla em inglês que significa Síndrome da ImunoDeficiência Adquirida, onde:
Síndrome: é o conjunto de sinais ou sintomas que, ao se manifestarem em uma pessoa, indicam a existência de uma doença.
Imuno: relativo à imunidade, capacidade natural de defesa do corpo contra as doenças.
Deficiência: Imunodeficiência significa uma falha no sistema de defesa do organismo de uma pessoa contra algumas doenças.
Adquirida: a deficiência do sistema imunológico que caracteriza a AIDS é adquirida através do contato com o vírus HIV.
AIDS é a forma mais adiantada de perda da capacidade de defesa do organismo humano contra algumas doenças. Tudo indica que essa situação é provocada pelo vírus da imunodeficiência humana, conhecido como HIV.
De maneira simples, a sigla AIDS serve para identificar um conjunto de situações que revelam que a pessoa atingida pelo HIV perdeu a capacidade de se defender contra certos tipos de infecções ou cânceres, denominados doenças oportunistas, justamente porque se aproveitam da situação de perda de defesa do organismo.
A Aids talvez não seja algo novo; foi reconhecida oficialmente pelos órgãos de Saúde norte-americanos como um novo problema epidêmico, em 1981. Isso aconteceu a partir da observação de que muitos indivíduos com um passado de boa saúde passaram a apresentar, num curto espaço de tempo, um grande número de doenças oportunistas, associadas à perda da capacidade de defesa do organismo. Não tardou para que fosse constatada, em todos os casos, a presença de um vírus ? o HIV, desde então admitido como o mais provável causador da perda de capacidade de defesa do organismo, isto é da Imunodeficiência.

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Transmissão

De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a maior forma de transmissão do HIV está em relações heterossexuais sem prevenção.
Porém, a transmissão do HIV acontece de diversas formas, colocando todas as pessoas em grupos de risco, não importando sua origem religiosa, política, econômica, cultural, ou étnica.
Considera-se como fonte de infecção o sangue, sêmen, secreções genitais e leite materno.
Logo o contato casual com qualquer pessoa não apresenta risco.

As formas de transmissão do HIV mais comum são:
• sexual, seja hetero ou homossexual;
• perinatal, durante a gestação, parto ou aleitamento materno;
• uso compartilhado de seringa entre usuários de droga injetável;
• receptores de sangue ou hemoderivados;
• acidente de trabalho em profissionais de saúde;

Portanto, recomenda-se o uso de preservativo em qualquer tipo de relação sexual seja ela anal, vaginal ou oral, independentemente do(a) parceiro(a).
Na transmissão perinatal recomenda-se acompanhamento com um médico especializado para maiores informações antes de se engravidar.
Para usuários de droga, recomenda-se o uso individual e descartável de agulhas.
Os receptores de sangue ou hemoderivados devem certificar-se que o material recebido foi testado previamente.
E todos os profissionais de saúde devem para sua segurança e dos pacientes proceder de acordo com todas as normas de segurança para evitar possíveis acidentes de trabalho.

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