Como se pega ?
Como não se pega ?
Uso correto de camisinha
Codiloma Acuminado
Gonorréia
Herpes Genital
Sífilis

O HIV é transmitido quando o sangue ou secreções contendo
o vírus entra em contato com sangue ou mucosa de individuo suscetível.
Com base neste conceito são reconhecidos os seguintes mecanismos de
transmissão do vírus HIV:
· Relação sexual de qualquer natureza, homossexual ou heterossexual
(é cada vez mais freqüente a transmissão através
de relações sexuais entre heterossexuais; e a relação
anal passiva é aquela reconhecidamente mais associada à possibilidade
de transmissão);
· Uso de drogas por via endovenosa, com compartilhamento da seringa;
· Materno-fetal (da mãe infectada para seu filho, durante a
gravidez ou, mais importante, a transmissão que ocorre durante o trabalho
de parto e durante o aleitamento);
· Transfusão de sangue ou derivados (felizmente vem-se observando
redução, graças à utilização de
exames sorológicos de triagem do sangue a ser utilizado).
Não
há risco de contrair o vírus HIV de pessoas portadoras do HIV
ou doentes de Aids, em nenhum tipo de contato social, seja ele através
de:
· abraços;
· apertos de mão;
· beijo;
· convívio familiar;
· local de trabalho;
· transportes coletivos;
· aparelhos sanitários, pias e piscinas;
· uso compartilhado de copos ou talheres;
· etc
São
espécies de verrugas, isoladas ou agrupadas, não dolorosas,
de transmissão sexual que aparecem nos órgãos genitais
e/ou ânus. Estas verrugas crescem mais rapidamente durante a gravidez
e em pacientes com imunidade deprimida. A falta de tratamento adequado pode
predispor ao câncer do pênis ou do colo de útero, provocar
crescimento exagerado da verruga durante a gravidez e provocar entupimento
do canal da urina.
Exame ginecológico periódico pode identificar este tipo de verruga
na vagina e no útero. Algumas pessoas podem estar infectadas e não
apresentarem as verrugas, mas uma vez identificada torna-se importante a prevenção
do câncer na mulher.
Camisinha
é a maneira mais fácil e mais eficiente de impedir o contato
com o sangue, esperma e secreção vaginal, evitando a transmissão
de Doenças Sexualmente Transmissíveis (DST) e da Aids. Deve
ser usada sempre, em todas as relações sexuais, desde o começo.
Camisinha
Masculina
1.
Verifique sempre a data de validade na embalagem e para guardá-la,
prefira locais frios e secos. Deixá-la por muito tempo na carteira,
por exemplo, pode danificá-la.
2. Abra a embalagem com cuidado - nunca com os dentes - para não furar
a camisinha.
3. Coloque a camisinha somente quando o pênis estiver ereto.
4. Desenrole-a até a base do pênis, mas antes aperte a ponta
para retirar o ar.
5. Só use lubrificantes à base de água, evite vaselina
e outros lubrificantes à base de óleo.
6. Após a ejaculação, retire-a com o pênis ainda
duro, fechando com a mão a abertura para evitar que o esperma vaze
da camisinha.
7. Dê um nó e jogue-a no lixo. Nunca use a camisinha mais de
uma vez.
Camisinha
Feminina
1. Verifique sempre a data de validade na embalagem e para guardá-la
prefira locais frios e secos.
2. Para colocar a camisinha encontre uma posição confortável.
Pode ser em pé com um pé em cima de uma cadeira; sentada com
os joelhos afastados; agachada ou deitada.
3. Segure a argola menor com o polegar e o indicador.
4. Aperte a argola e introduza na vagina com o dedo indicador.
Herpes Genital é uma doença infecciosa aguda causada por vírus e de transmissão sexual. Causa ardência e vermelhidão, seguidas de pequenas bolhas agrupadas que rompem e formam feridas dolorosas nos órgãos genitais. As feridas podem durar de 1 a 3 semanas e desaparecerem, mesmo sem tratamento. Mesmo após o desaparecimento das feridas a pessoa continua infectada. A herpes genital até o momento não tem cura definida, contudo, o tratamento correto pode trazer grandes benefícios.
Trata-se
de uma doença causada pela bactéria Neisseria gonorrhoeae, muito
contagiosa e facilmente curável. Esta doença manifesta-se como
um corrimento amarelado no pênis, vagina e/ou ânus e ardência
ao urinar ou durante as relações sexuais. Se não tratada
corretamente a gonorréia pode causar, no homem: inflamação
na próstata e nos testículos e/ou esterilidade; na mulher: inflamação
nas trompas, esterilidade e alguns casos necessidade de cirurgia.
Nas mulheres, a gonorréia freqüentemente não apresenta
sinais aparentes, mas pode ser facilmente identificada por exame médico.
Mulheres com gonorréia não tratadas podem contaminar o bebê
no momento do parto, causando problemas nos olhos do bebê (Oftalmia
Gonocócica) que pode levar à cegueira. Porém, é
importante lembrar que a mulher possui uma umidade vaginal normal, que não
provoca coceira, não tem cheiro e é transparente, mas não
é doença.
Sífilis
é uma doença sexualmente transmissível causada pela bactéria
Treponema pallidum que caracteriza-se por causar feridas na vulva, ânus
e/ou pênis. A sífilis pode ser dividida em:
1) Congênita: transmitida ao bebê durante a gravidez. O bebê
pode morrer (aborto ou parto prematuro) ou nascer com defeitos físicos.
2) Adquirida: pode ser dividida em 3 fases:
Sífilis Primária ou Cancro Duro (Primeira Fase) - começa
com aparição de feridas indolores nos órgãos genitais
(cancro), acompanhada de íngua na virilha. Os sintomas surgem de 1
a 2 semanas após o contágio. O cancro desaparece espontaneamente,
sem nenhum tratamento, sem deixar seqüelas locais ou apenas discretas
cicatrizes. Entretanto, pessoas infectadas podem não apresentar estes
sintomas.
Sífilis Secundária (Segunda Fase) - caracteriza-se por apresentar
manchas avermelhadas pelo corpo, principalmente nas palmas das mãos
e plantas dos pés. Os sintomas surgem até 6 meses após
o contágio (aparecimento do cancro). Não coçam, mas podem
surgir ínguas no corpo. No caso da sífilis secundária
não ser tratada adequadamente, segue-se um período de latência,
onde os sintomas desaparecem, mas a doença continua o seu curso no
organismo, levando o paciente a sentir-se curado. A fase latente pode evoluir
para cura espontânea, permanecer neste estado latente ou passar à
fase tardia (Sífilis terciária).
Sífilis Terciária (Terceira Fase) - ocorre vários anos
após o contágio, as lesões tornam-se crônicas e
destrutivas. Podem ser afetados: pele, coração, ossos e sistema
nervoso, podendo levar à paralisia, doença mental, cegueira
e até à morte.
A Sífilis tem cura e o tratamento correto pode evitar complicações.
Não tome remédios por conta própria e procure seu médico.
O First
teste para diagnóstico da infecção pelo HIV surgiu em
1985 com o intuito de ser utilizado para triagem em banco de sangue, hoje
é usado no mundo todo para diagnóstico do HIV e no Brasil é
indicado para pessoas que tenham sido expostas a alguma situação
de risco, desde que desejado.
Chamamos de exposição a uma situação de risco,
as pessoas que têm ou tiveram qualquer relação sexual
desprotegida (sem o uso do preservativo ou uso incorreto) seja ela anal, vaginal
e/ou oral e que compartilham agulhas e seringas. É preciso também
ficar atento quando for fazer uma tatuagem ou colocar um piercing, e verificar
se o profissional utiliza materiais descartáveis.
Os testes mais usados para a detecção de anticorpos são:
- ELISA: técnica amplamente utilizada como teste inicial para detecção
de anticorpos contra o vírus. Os antígenos virais são
absorvidos por cavidades existentes em placas de plástico e a seguir
adiciona-se o soro do paciente, em caso positivo, o soro se fixará
sobre o antígeno e ocorre então uma reação corada.
- WEST- BLOT: muito utilizado para confirmação do ELISA, neste
teste as reações entre antígeno e anticorpo são
detectadas através da reação com antiimunoglobina humana,
e a revelação é feita por auto-radiografia ou por substrato
cromogênico.
O teste ELISA após a exposição ao HIV pode detectar a
soropositividade já nas primeiras semanas, e a maioria torna-se positivo
após 3 meses (porém em alguns casos podem demorar mais tempo
para positivar).
Vale lembrar que pessoas infectadas, mesmo que o teste ainda esteja negativo,
desde os Firsts dias já transmite o vírus a outras pessoas
se não se prevenir, se estiver inserido naqueles comportamentos descritos
anteriormente ou na doação de sangue. Por isso, a doação
de sangue não deve ser feita com o objetivo de realizar o teste anti-HIV,
porque em fase inicial o teste pode ser negativo e o sangue poderá
contaminar outras pessoas quando doado.
O teste já faz parte dos exames de rotina no pré-natal, e está
amplamente utilizado na prática médica, tornando-se um grande
avanço no combate à AIDS.
Os CTAs (Centros de Testagem Anônimos) oferecem esses testes de forma
sigilosa e gratuita, contando com uma equipe multidisciplinar (psicólogos,
enfermeiros e médicos) que acompanham a pessoa antes, durante e após
o exame.
Em qualquer situação de risco, procure orientação
e faça seu teste.